NOTIFICAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS DE MPOX (MONKEYPOX)

NOTIFICAÇÃO DOENÇA DE HAFF
1 de maio de 2022
BOLETIM N. 14 2022 SMS CIEVS SSA COVID19
22 de junho de 2022

NOTIFICAÇÃO DE CASOS – MPOX (MONKEYPOX)

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Salvador (CIEVS Salvador), elaborou um formulário para notificação imediata (em até 24 horas da identificação) dos casos suspeitos ou confirmados da doença.

De acordo com a Lei nº 6 259 de 30 de outubro de 1975, TODOS os profissionais de saúde obrigatoriamente deve notificar doenças e agravos de notificação compulsória.

Link do formulário de notificação:

https://esussinan.saude.gov.br/login

ATENÇÃO: A notificação através do RedCap NÃO está mais disponível. Para notificar os casos utilize o e-SUS Sinan, através do site https://esussinan.saude.gov.br/login. Abaixo as orientações para cadastramento na plataforma.

Sistema e-SUS Sinan

O Ministério da Saúde lançou um novo sistema de notificação: e-SUS Sinan. Com isso, as notificações através do RedCap serão descontinuadas. Todos os profissionais de saúde deverão realizar o cadastro no sistema SCPA. Acesse toda a documentação do sistema no link http://plataforma.saude.gov.br/esussinan/

Disponibilizamos documentos técnicos do sistema e apresentação realizada dia 05/10/2022 no 138ª REUNIÃO COMITÊ MUNICIPAL DE MONITORAMENTO E RESPOSTA ÀS EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA.

Link: Apresentação http://www.cievs.saude.salvador.ba.gov.br/download/apresentacao-comite-cievs/

Link: Ficha de Notificação: http://www.cievs.saude.salvador.ba.gov.br/download/ficha-de-notificacao-e-sus-sinan/

Manual de Instrução:  http://www.cievs.saude.salvador.ba.gov.br/download/documentacao-e-sus-sinan/

Dicionário de dados: http://www.cievs.saude.salvador.ba.gov.br/download/dicionario-de-dados-e-sus-sinan/

 

COLETA DE AMOSTRAS CLÍNICAS – MPOX (MONKEYPOX)

NOTA TÉCNICA NT nº 11 versão 2 – Orientações para o diagnóstico laboratorial do Monkeypox vírus.

O diagnóstico da monkeypox é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial será realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras devem ser direcionadas para o Laboratório de Saúde Pública da Bahia – LACEN/Bahia.

COLETA, ENVIO E ARMAZENAMENTO DE AMOSTRAS

Procedimento de segurança:

Os profissionais de saúde devem usar EPI completo para coleta das amostras para diagnóstico laboratorial, incluindo touca, óculos de proteção, máscara N95, avental descartável e luva de procedimento. Deve-se ter cuidado com o armazenamento, embalagem e transporte de amostras, visto que, essas amostras devem ser consideradas potencialmente infecciosas e devem ser manuseadas com cautela. Evitar procedimentos que possam gerar aerossóis infecciosos. Utilizar desinfetantes eficazes que incluem compostos de amônio quaternário (0,5% ou 200 ppm) ou desinfetantes à base de cloro (0,5%). A infecção por Monkeypox vírus (MPXV) pode ocorrer no laboratório, por via respiratória, durante a fase de processamento de amostras de material contaminado ou devido a práticas inadequadas.

Materiais a serem coletados para diagnóstico laboratorial de Monkeypox vírus (MPXV):

Esfregaço da superfície e/ou do exsudato da lesão;
Bordas superiores de mais de uma lesão (superfície das lesões) ou
Crostas de lesões: optar por crostas menos secas, ou seja, coletar aquelas em fase mais inicial de cicatrização;
Secreções de Mucosas: nasofaríngea, orofaríngea e swab perianal.

PROCEDIMENTO DE COLETA

1) Material Vesicular (Secreção de Vesícula)

A coleta de material de lesões cutâneas ou mucosas, deve ser realizada por meio de swab, sendo o método mais indicado para confirmação diagnóstica. Swabs estéreis de nylon, poliéster, Dacron ou Rayon são os indicados. Deve-se realizar esfregaço forte e intenso sobre uma ou mais lesões, dando preferência às lesões vesiculares ou das pústulas. A OMS não recomenda romper as lesões com instrumentos cortantes ou perfurantes diante do risco de acidente com secreção.

Colocar o swab preferencialmente em tubo Falcon com meio de transporte viral, uma vez que os poxvírus mantêm-se estáveis na ausência de qualquer meio preservante.
Quando o paciente suspeito apresentar mais de uma vesícula, sugere-se coletar um swab de cada lesão, totalizando o máximo de três swabs por paciente, e armazenar todos os swabs num mesmo tubo seco, formando um pool (conjunto) de amostras do mesmo paciente.

2) Crosta (Crosta de Lesão)

Quando o paciente é encaminhado para coleta em fase mais tardia, na qual as lesões já estão secas, o material a ser encaminhado são as crostas, as quais devem ser armazenadas em frascos limpos. Quando o paciente suspeito apresentar mais de uma lesão, sugere-se coletar mais de uma crosta por paciente e armazenar todas num mesmo tubo Falcon com meio de transporte viral, formando um pool (conjunto) de amostras do mesmo paciente.

3) Lesões apenas de mucosas (oral/região perianal) sugestivas de mpox (monkeypox)

Coletar o material dessas lesões em swab, seguindo as orientações descritas para a coleta de material vesicular.

4) Indivíduos sem erupção cutânea e sem lesões mucosas (para contato de caso confirmado que inicie com quadro de febre e linfonodomegalia)

Coletar swab de orofaringe e swab anal, seguindo as orientações descritas para a coleta de material vesicular. Os profissionais de saúde devem usar EPI completo para coleta das amostras para diagnóstico laboratorial, incluindo gorro, óculos de proteção, máscara N95, avental descartável e luva de procedimento.

Para o armazenamento das amostras, todos os materiais devem ser mantidos congelados a – 20°C (ou temperaturas inferiores), por 1 mês ou até mais. Na ausência de freezers, pode-se manter em geladeira (2 e 8 °C) por até 72 horas. Ciclos repetidos de congelamento e descongelamento DEVEM SER EVITADOS porque podem reduzir a qualidade das amostras.

Identificação das amostras: os frascos devem, obrigatoriamente, conter rótulo com as seguintes informações: nome completo do paciente, data da coleta e natureza da amostra (tipo de espécime biológico).

Embalagem e envio de espécimes clínicos: Acondicionar em caixa de transporte de amostra biológica (Categoria B UN/3373) com gelo reciclável. As amostras transportadas devem ter embalagem tripla, rotulagem, cadastro no GAL e ficha de notificação. Transportadas para o laboratório do LACEN/BA.

 

Fonte: Nota técnica nº 11 versão 2 – Orientações para o diagnóstico laboratorial do Monkeypox vírus.

Portaria n° 649 de 16 de Agosto de 2022 (publicado em, 18 de agosto de 2022) da Secretaria Estadual da Saúde, tornar público os requisitos laboratoriais mínimos para que laboratórios públicos ou privados do Estado da Bahia realizem o processamento, por metodologia de PCR em Tempo Real, de amostras de pacientes com suspeita de monkeypox.

DEFINIÇÕES OPERACIONAIS – MPOX (MONKEYPOX)

DEFINIÇÃO DE CASO

 Caso suspeito: Indivíduo de qualquer idade que apresente início súbito de lesão em mucosas E/OU erupção cutânea aguda sugestiva* de Monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral) E/OU proctite (por exemplo, dor anorretal, sangramento), E/OU edema peniano, podendo estar associada a outros sinais e sintomas

*lesões profundas e bem circunscritas, muitas vezes com umbilicação central; e progressão da lesão através de estágios sequenciais específicos – máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas.

Caso provável: Caso que atende à definição de caso suspeito, que apresenta um OU mais dos seguintes critérios listados abaixo, com investigação laboratorial de Monkeypox não realizada ou inconclusiva e cujo diagnóstico de Monkeypox não pode ser descartado apenas pela confirmação clínico-laboratorial de outro diagnóstico.

a) Exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória OU contato físico direto, incluindo contato sexual, com parcerias múltiplas e/ou desconhecidas nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU

b) Exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, OU história de contato íntimo, incluindo sexual, com caso provável ou confirmado de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU

c) Contato com materiais contaminados, como roupas de cama e banho ou utensílios de uso comum, pertencentes a com caso provável ou confirmado de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas; E/OU

d) Trabalhadores de saúde sem uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) com história de contato com caso provável ou confirmado de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.

Caso confirmado: caso suspeito com resultado laboratorial “Positivo/Detectável” para Monkeypox vírus (MPXV) por diagnóstico molecular (PCR em Tempo Real e/ou Sequenciamento).

Caso descartado: caso suspeito com resultado laboratorial “Negativo/Não Detectável” para Monkeypox vírus (MPXV) por diagnóstico molecular (PCR em Tempo Real e/ou Sequenciamento).

Diagnóstico diferencial: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

Historicamente, há relatos esporádicos de pacientes coinfectados com o vírus Monkeypox e outros agentes infecciosos, portanto, pacientes com erupção cutânea característica devem ser investigados mesmo que outros testes sejam positivos.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI): óculos de proteção ou protetor facial, avental, máscara cirúrgica, luvas de procedimentos.

Fonte: Centro de Operação de Emergência para Monkeypox – Ministério da Saúde, 29/07/2022.

Glossário para inclusão dos quesitos IDENTIDADE DE GÊNERO

Glossário Identidade de gênero e orientação sexual – prontuário eletrônico.

 

TUTORIAL: FICHA DE NOTIFICAÇÃO MPOX (MONKEYPOX) – REDCAP

Tendo em vista a necessidade dos profissionais das unidades de saúde atualizarem as fichas de notificação dos casos suspeitos de Monkeypox, este Procedimento Operacional padrão (POP) visa oferecer o passo a passo para a digitação dos campos existentes na ficha considerando os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde no Guia de Vigilância Epidemiológica – Emergência de Saúde Pública de importância internacional pela Doença Mpox (Monkeypox).

Acesse AQUI o documento

PLANO DE CONTINGÊNCIA MPOX (MONKEYPOX) – Salvador Bahia

O presente documento visa organizar as ações de resposta rápida frente a este evento de Saúde Pública com as contribuições das diversas Diretorias da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador(SMS).

Acesse aqui o PLANO